Publicado em: 21/02/2009
Autor: Vicente, Carla
* Este artigo foi publicado originalmente no livro "Gestações Conscienciais", volume 1, em dezembro de 1994. Este material pode ser acessado na íntegra na seção de downloads deste site.
Livro é um conjunto de páginas de papel, retangulares, protegidas por uma capa de material durável e resistente. Na antigüidade porém, assírios, babilônios, caldeus, fenícios, egípcios, gregos, hebreus, romanos, astecas, entre outros, registraram em pedra, tijolo, madeira, tábuas, pergaminhos, rolos de papiro, seus grandes feitos, suas artes, crenças e costumes. Na Índia, as escrituras foram feitas em 'follium' de palmeira, o que deu origem as folhas para designar páginas. Os egípcios introduziram o 'papyrus', utilizando fibra de bíblos, planta muito cultivada às margens do Nilo; os papiros depois de escritos eram enrolados formando cilindros, que os romanos chamavam de 'volumen' que deu origem a volume, para designar livro; os 'quarterniones', couro de animal seco, esticado e lixado em pedra pome, deram origem aos cadernos e assim do ponto de vista funcional, o livro foi se transformando no mais potente transmissor cultural de todas as épocas, motivo pelo qual foi tão temido e muitas vezes destruído por tantos incautos, haja visto, os quatros grandes incêndios que a história humana registra, onde foram assolados grandes acervos culturais, com intuito de extinguir qualquer comunicação gráfica, veículo utilitário do saber.
Verificamos então que o processo de aprimoramento deste artefato desde a antigüidade até os nossos dias, está vinculado a própria evolução da humanidade e aos interesses político-sociais desta. Por isso o papel descoberto pelos chineses desde o século XI, só passou a ser fabricado mecanicamente no princípio do século XIX, o mesmo se dando com o processo de impressão, que só veio à luz para a civilização ocidental no século XV e a partir daí avanços diários se deram até chegarmos nos modernos métodos que essa área utiliza, que faz, hoje, do livro não só um complexo gráfico, mas um dos maiores catalisadores do aperfeiçoamento da consciência.
Bibliografia
1. ENCICLOPÉDIA Barsa. Vol. 8; 6a ed.; Rio de Janeiro: Ed. Encyclopédia Britannica, 1969.
2. ENCICLOPÉDIA Século XX. Vol. 5; 3a ed.; Rio de Janeiro: Ed. José Olympio, 1977.
3. BANDEIRA, Pedro. O mistério da fábrica de livros. 6a ed.; São Paulo: Ed. Gráfico Editora Hamburg, 1974.
4. LIMA, Lauro de Oliveira. A importância da comunicação no mundo de hoje. 1a ed.; Rio de Janeiro: Ed. José Olympio, 1974.
5. Anexo: filme: O Nome da Rosa.
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