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A vida do presidente Juscelino Kubitschek e a construção de Brasília

Publicado em: 28/03/2009
Autor: Nonato, Alexandre
alenonato@yahoo.com.br
31 anos, Jornalista, voluntário da ASSINVÉXIS
Professor de Invexologia desde 2004

Juscelino Kubitschek de Oliveira (JK) nasceu no dia 12 de setembro de 1902, filho de João César Oliveira e Júlia Kubitschek, em Diamantina, Minas Gerais. Morreu no dia 22 de agosto de 1976, aos 73 anos, vítima de acidente automobilístico de causas até hoje controvertidas.

De família humilde, Juscelino, ou Nonô como era chamado na infância, trabalhava desde os 8 anos de idade entregando compras entre as casas comerciais e os domicílios; só calçou o primeiro par de sapatos aos 12 anos.

Com poucos recursos, Nonô estudou Medicina em Belo Horizonte, sendo que as primeiras viagens foram financiadas pela venda de uma jóia de família, da mãe, e empréstimos de amigos. Para se sustentar ao longo do curso, ele trabalhou como telegrafista-auxiliar.

Aos 19 anos, sua rotina já era dura: de manhã e de tarde na faculdade; dormia entre as 19 horas e 23 horas e 30 minutos; trabalhava no telégrafo de madrugada até as 8 horas. Mesmo assim, ainda precisou fazer dívidas para concluir sua faculdade, conseguindo ganhar um bom dinheiro após se formar.

Aos 27 anos, realizou uma pós-graduação em Urologia, na França, com um dos maiores especialistas na área naquela época, aproveitou para conhecer vários países da Europa e da África. Foi um momento determinante em sua vida, quando deixou de ser definitivamente um rapaz provinciano.

Com 29 anos, casou-se com Sarah Lemos. No mesmo ano, foi nomeado pelo concunhado Gabriel Passos ao posto de Capitão-Médico do Hospital Militar. Com 30 anos incompletos, Juscelino Kubitschek é convocado para o front de conflito armado entre paulistas e o governo Vargas, em Passa Quatro (MG). Lá conhece Benedito Valadares. No mesmo ano é condecorado com o bisturi de ouro da corporação militar mineira pelos serviços prestados como médico durante o confronto.

Política – E foi o mesmo Benedito Valadares, na condição de interventor mineiro, que nomeou JK chefe da Casa Civil de Minas Gerais. Aos 32 anos, foi eleito deputado federal pelo PP com a maior votação em Minas Gerais, tornando-se líder político em Diamantina (MG).

Aos 37 anos, foi nomeado prefeito de Belo Horizonte durante o Estado Novo. Passou a ser conhecido como “prefeito-furacão”. Suas obras trouxeram a marca de Oscar Niemeyer, Burle-Marx, Cândido Portinari, entre outros.

Com 48 anos, foi eleito governador de Minas Gerais pelo PSD, derrotando o concunhado Gabriel Passos da UDN. Getúlio Vargas foi eleito presidente da República por votos diretos. O governo mineiro de JK foi marcado pelo Binômio “Energia-Transporte”, que seria seu primeiro laboratório para a presidência da República. Construiu mais estradas pavimentadas do que em toda a história de Minas Gerais e triplicou a capacidade de geração de energia do Estado.

Aos 53 anos, foi eleito presidente do Brasil pela coligação PSD-PTB, com 3.077.411 votos (36% do total). Sua campanha foi baseada no Plano de Metas com 30 itens, além da meta-síntese: Brasília. Com 58 anos incompletos, inaugurou Brasília; iniciou a estrada Brasília-Acre, cumpriu razoavelmente o Plano de Metas (cinco metas ultrapassaram as expectativas, a maioria teve mais 50% de êxito).

Aos 59 anos, passou a exercer o cargo de Senador por Goiás. Jânio Quadros tomou posse como presidente da República. Em setembro, João Goulart assumiu o cargo depois da renúncia de Jânio Quadros.

Espiritualidade – JK era um homem que se interessava pela espiritualidade, embora se declarasse católico, tinha simpatia pelo espiritismo e outras linhas alternativas de espiritualidade. Este tema foi pouco explorado nas biografias de do ex-presidente, mas sabe-se da amizade dele com os médiuns Zé Arigó e Chico Xavier.

Juscelino Kubitschek e Arigó se conheceram no início da década de 1950 (quando governador mineiro), através de João Goulart. Arigó pertencia ao sindicato de mineradores de Congonhas do Campo (MG). Mas foi durante a presidência da República que o contato e a amizade entre JK e Zé Arigó aumentaram. O médium foi preso em 1958 acusado de feitiçaria e exercício ilegal da medicina. Em maio daquele ano, Kubitschek concedeu indulto ao médium.

Na década de 1960, Arigó retribuiu o gesto de apoio de JK, curando uma grave infecção renal de Márcia Kubitschek. Arigó (que dizia incorporar o espírito de Dr. Fritz), sem examiná-la e nem saber do que se tratava, teria receitado um remédio natural que só estava disponível na Alemanha. Ela ficou completamente curada deste problema. A amizade entre Juscelino e Arigó permaneceu até mesmo no exílio do ex-presidente, quando ainda trocavam correspondências.

Com Chico Xavier, a relação foi além da amizade, estabelecendo um vínculo de apoio e aconselhamento espiritual nos momentos difíceis na presidência da República. A influência do Espiritismo na construção de Brasília foi um capítulo esquecido nas biografias de Juscelino Kubitschek. Ele conheceu o médium Francisco Cândido Xavier a partir de 1956.

Através dos coronéis Jofre Lellis e Nélio Cerqueira (além de assessores do presidente, ambos eram espíritas e amigos de Chico Xavier), Juscelino Kubitschek enviava perguntas sobre decisões, dilemas e problemas a serem sanados na construção de Brasília. JK escrevia as perguntas em papéis separados. Cada questão era respondida nas respectivas folhas por determinado espírito, através de incorporação no médium. As respostas psicografadas enviadas ao presidente da República visavam sempre elevar o ânimo, a motivação, o entusiasmo nas realizações dos empreendimentos em Brasília. Em alguns períodos, as visitas de Jofre e Nélio eram semanais.

Próximo da inauguração de Brasília, Chico Xavier, acompanhado de Waldo Vieira, foi convidado para conhecer as obras da nova capital. Eles visitaram o Catetinho, o Palácio da Alvorada, outras construções finalizadas e em andamento; também assistiram a alguns vídeos sobre Brasília. Os dois receberam de presente uma gravata cada, retiradas do próprio closet de Juscelino Kubitschek.

Personalidade – O ex-presidente Kubistchek é apontado até os dias atuais como um dos maiores estadistas brasileiros, principal responsável pela construção de Brasília, pela transferência da Capital Federal e pelo maior índice de crescimento econômico brasileiro já registrado em regime democrático.

JK é uma personalidade-exceção na política. Distante dos estereótipos deste meio, se mostrou predominantemente afável, cordial e bem humorado. É apontado como o primeiro e último presidente alegre do Brasil. Conseguiu como poucos articular alianças políticas sem relações espúrias. Foi um self-made-man, autodecisor, locomotiva-humana. Teve êxito nos empreendimentos que desenvolveu.

O conteúdo deste resumo da vida de Juscelino Kubitschek foi retirado do livro JK e os Bastidores da Construção de Brasília (sob a ótica da Conscienciologia) que se encontra em fase de revisão na Editares.

JK e os Bastidores da Construção de Brasília se difere pela análise conscienciométrica de Juscelino Kubitschek, suas características pessoais, personalidade e temperamento. O leitor ou a leitora poderá verificar os trafores (qualidades, inteligências, virtudes, atributos bem desenvolvidos) e os trafares (defeitos, deficiências, atributos pouco desenvolvidos) de JK, evidentes ao longo de sua trajetória.

Este livro é dedicado a todos os praticantes da técnica da invéxis, pois Juscelino é um exemplo de liderança, com trafores relacionados a determinação, bom humor, sociabilidade, importantes a todos os jovens interessado pela Invexologia.

Para quem desejar aprofundar na biografia de JK e suas obras recomendados a leitura destes livros abaixo:
01) Barbosa, Francisco de Assis. Juscelino Kubitschek: uma revisão na política brasileira. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988.
02) Bojunga, Cláudio. JK, O Artista do Impossível. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
03) Cony, Carlos Heitor. JK: memorial do exílio. Rio de Janeiro: Bloch, 1982.
04) Couto, Ronaldo Costa. Brasília Kubitschek de Oliveira. Rio de Janeiro: Record, 2002.
05) Heliodoro, Affonso. JK: Exemplo e Desafio. Brasília: Thesaurus, 1991.
06) Kubitschek, Juscelino; A Marcha do Amanhecer. São Paulo: Bestseller, 1962.
07) Kubitschek, Juscelino. A Experiência da Humildade - Meu Caminho para Brasília. vol. I. Rio de Janeiro: Bloch, 1974.
08) Kubitschek, Juscelino. Por que Construí Brasília. Rio de Janeiro: Bloch, 1976.
09) Kubitschek, Juscelino. A Escalada Política - Meu Caminho para Brasília. vol. II. Rio de Janeiro: Bloch, 1976.
10) Kubitschek, Juscelino. 50 Anos em 5 - Meu Caminho para Brasília. vol. III. Rio de Janeiro: Bloch, 1978.
11) Jardim, Serafim. JK, onde está a verdade? Petrópolis: Ed. Vozes, 1999.
12) Montello, Josué. O Juscelino Kubitschek de Minhas Recordações. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

Bibliografia

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